Me lembro de um livro que o Sandro Baggio me emprestou, “Contextualização” ele mostrava como o cristianismo havia nascido na cultura judaica, crescido na cultura grega, se desenvolvido na cultura latina (romana), e como a reforma protestante lhe deu uma cultura germânica, os avivamentos a cultura anglo-americana, e que depois de tudo isso chegou a nós brasileiros entre outros povos.
Uma passagem engraçada era a dos missionários evangelizando os nativos americanos, e estes fazendo confusão com o nascimento de Cristo e o papai Noel, achando que os missionários adoravam a árvore de natal porque ficavam horas enfeitando-a, ou as cadeiras porque oravam de joelhos apoiados sobre elas, rs.
Em uma recente entrevista ao missionário e antropólogo Don Richardson, perguntaram o que ele teria feito de diferente com a experiência que tem hoje, Don respondeu que não teria ensinado hinos evangélicos às tribos, porque não fazia parte da cultura deles. Ele os havia colonizado !
Quero tratar aqui da nossa bagagem cultural evangélica, a cultura anglo-americana que adotamos, as músicas, os instrumentos, os rituais, a própria forma de se reunir…temos uma cultura rica fruto da miscigenação dos povos que formam a nação brasileira, temos uma musicalidade nata, temos um jeito diferente, brasileiro de fazer as coisas, não o “jeitinho” no sentido pejorativa, mas um modo de nos reunirmos de maneira mais informal, descontraída, de demonstrar afeto livremente.
E isto que é tão peculiar nosso, tem sido apagado por uma liturgia fria, sem vida, enlatada, “importada sem tropicalização”, servida a nós como se fosse a única forma de adoração aceita por Deus.
Este quadro tem mudado é verdade, nos últimos tempos temos mais liberdade, mas ainda temos uma mentalidade colonizada, e precisamos nos libertar para que a multiforme graça de Deus se manifeste em nós e para que tenhamos a consciência de anunciarmos as boas novas sem colonizar as pessoas e impor nossa cultura evangélica como única aceita por Deus.
Vou terminar este post de uma forma diferente, iniciando um novo assunto que está relacionado com o tema, a questão de lugar, dias e horários de reuniões e cultos, de ordem e disciplina versus liberdade, novamente “questionando os paradigmas da sociedade atual” !

Ola.. tudo bem? Obrigado pelos comentarios no meu site.. e fico feliz tambem por ver q nao to sozinhu nessa jornada.. rs.
Abraços e Sucesso no seu blog.
Dionatan