Ricardo Vitorino do Nascimento

Liberdade e Responsabilidade

In opinião pessoal on Outubro 16, 2007 at 7:47 pm

Argumentos  econômico-liberais contra o liberalismo político

Porque sou contra o liberalismo político

Porque o liberalismo político é a contradição do liberalismo econômico.

Porque no liberalismo político a sociedade paga pelas escolhas dos indivíduos.

Porque as liberdades individuais não são acompanhadas de responsabilidades individuais.

Porque as conseqüências diretas e indiretas das escolhas individuais são sofridas por toda sociedade. 

Algumas bandeiras da doutrina política liberal

Descriminalização do uso de drogas, legalização das drogas, legalização do aborto, união civil homossexual, adoção por homossexuais, operação de mudança de sexo em hospitais públicos. 

Porque sou contra a descriminalização do uso de drogas

Porque o mercado de drogas obedece a lei da oferta e da demanda.

Porque se não existir o consumidor não haverá o fornecedor.

Porque o mercado de drogas lícitas e ilícitas esta direta ou indiretamente ligado à corrupção, ao crime organizado, à violência e aos acidentes.

Porque em última análise, o usuário é o maior responsável por estes males à sociedade. 

Porque sou contra a legalização das drogas

Porque a legalização das drogas não é acompanhada de uma política de responsabilização pessoal.

Porque o indivíduo que faz uso de drogas lícitas ou ilícitas não responde por seus atos e conseqüências.

Exemplos:

O fumante quando se descobre com câncer de pulmão obtém do estado tratamento “gratuito” pago pelo contribuinte.

O usuário de álcool quando tem diagnosticada uma cirrose hepática é tratado “gratuitamente” com dinheiro do contribuinte.

O usuário de drogas injetáveis que contrai o vírus HIV, recebe tratamento contra a Aids “gratuitamente” pago por contribuintes. 

Porque sou contra a legalização do aborto

Porque a mulher decide manter relações sexuais sem o uso de preservativos ou outros métodos contraceptivos, engravida e recorre a um hospital público para praticar o aborto “gratuitamente” pago pelo contribuinte.

Porque a distribuição “gratuita” de preservativos é paga com dinheiro do contribuinte. 

Da questão homossexual

Não me interessa a vida sexual do indivíduo, homem ou mulher, hetero ou homossexual, o que o indivíduo faz ou deixa de fazer é problema dele, não meu. 

No entanto, a partir do momento que tal conduta resulta em conseqüências que prejudiquem a sociedade de alguma forma, quer economicamente, quer não, eu sou contra. 

Porque indivíduo que mantém relações sexuais sem a devida proteção e contrai o vírus HIV, recebe tratamento contra a Aids “gratuitamente” pago pelo contribuinte.

Porque todas as doenças sexualmente transmissíveis tem tratamento “gratuito”, pagos pelo contribuinte.

Porque a distribuição “gratuita” de preservativos é paga com dinheiro do contribuinte.

Porque as operações de mudança de sexo são oferecidas “gratuitamente” pagas pelo contribuinte. 

Conclusão 

Me defino como economicamente liberal, e até tenderia ao liberalismo político caso o ônus destas situações fosse apenas dos indivíduos que se sujeitam a elas, o contribuinte não deve ter de pagar pelo tratamento de alguém que voluntariamente decidiu fazer uso de substâncias tóxicas ou se colocar em situação de risco.  

No entanto as conseqüências diretas e indiretas da ação isolada de indivíduos se faz sentir no todo, ainda que tais indivíduos arcassem com o prejuízo financeiro, este seria somente parte das conseqüências; a corrupção, o crime organizado, a violência e os acidentes ainda se refletiriam sobre toda a sociedade. 

Logo é impossível defender o direito à liberdade individual irrestrita com base no argumento de que somente os indivíduos arcariam com as conseqüências, na prática toda a sociedade sofre. 

Vê-se portanto, que o liberalismo político é incompatível com o liberalismo econômico, apesar de paradoxal, para que a liberdade seja mantida de fato faz-se necessário manter certa dose de “conservadorismo político” não pelas convicções morais, éticas ou religiosas da maioria ou dos que fazem as leis, mas pela própria questão da liberdade, garantir as liberdades individuais nos moldes acima expressos é suprimir a liberdade real. 

Em suma liberdade sem responsabilidade é liberdade de uns poucos em detrimento da liberdade de muitos !

  1. Sabe o que eu notei, é que o tempo todo você só está preocupado com o dinheiro do contribuinte.
    Você fala que contra o aborto por que é pago com seu dinheiro, você não defende o direito a vida. Você fala como se só os homossexuais transmitissem o HIV.
    Fala como se só os vicios levassem as doenças, a leucemia, o cancer de mama ou de utero, não são provocados pela heroina, cigarro ou cocaina.
    Por que não falar do lixo que jogam no chão, que é pago pelo contribuinte? Por que não falar sobre os orfanatos que são pagos pelos contribuinte? As escolas publicas? A fortuna dos politicos, que são pagas pelo contribuinte?
    Não, isso não, temos que pegar uma minoria e discriminar, esse é objetivo não é?
    Compensar nossa real inferioridade individual, por uma pretensa superioridade coletiva que assumimos ao carimbar “o outro” com a marca de qualquer inferioridade.”

  2. Cara Daniela,

    Porque tanto ódio nesse coraçãozinho…

    Como diz o subtítulo do post, a questão principal aqui é político-econômica, logo trato sim da questão do dinheiro, uma vez que mostro que é injusto, antidemocrático e contra a liberdade que os indivíduos paguem pelas escolhas de outros.

    Defendo que se alguem quiser pagar pelas escolhas de outros, que o faça, mas não que isto seja imposto pelo estado !

    Eu mesmo participo de alguns projetos sociais como voluntário, mas o faço por livre e espontânea vontade, sem impor e sem cobrar o dinheiro de ninguém.

    Só não entendi como posso ser contra o aborto e contra o direito a vida…

    se prestou atenção no que eu escrevi viu que não me interesso pela vida sexual do indivíduo, hetero ou homossexual, homem ou mulher, só acho injusto eu ter de pagar pelos erros de pessoas que voluntariamente se colocaram em situaçao de risco.

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